janeiro 24, 2017

Masachika Kawata, produtor de Resident Evil 7 biohazard, fala mais sobre o jogo

Resident Evil 7 biohazard finalmente está aqui! Para intensificar ainda mais seus sustos e sensação de terror, que tal uma entrevista com o produtor do jogo e veterano da franquia, Masachika Kawata?

Blog do Xbox: Muito obrigado por nos conceder esta entrevista! Como grande fã da franquia, é incrível ter essa oportunidade. E por falar na franquia como um todo, o quão assustador é Resident Evil 7 biohazard?

Masachika Kawata: Com Resident Evil 7, o objetivo principal foi criar um novo tipo de experiência de terror, mais íntima e pessoal. Definitivamente ficamos muito tempo focando e pensando no que torna um jogo assustador e esperamos que os fãs aproveitem a experiência final por conta própria. Melhor que eu dizendo o que acho, estou ansioso pra ver qual será a reação dos fãs.

BdX: É uma grande responsabilidade do jogo trazer de volta o horror, atraindo novos fãs e reconquistando os antigos. Como produtor, você sente essa pressão?

MK: Sem dúvida, a pressão definitivamente existe em entregar uma experiência incrível aos nossos fãs. Milhões de jogadores já baixaram a demo e ficamos particularmente impressionados com o quanto os fãs se aprofundaram no conteúdo. Fui perguntado mais vezes sobre o dedo de manequim do que poderia contar, e nós apreciamos toda essa empolgação e antecipação pelo jogo.

BdX: RE7 é o primeiro da série não escrito por um japonês, certo? Por que essa abordagem? Com foi trabalhar com Richard Pearsey?

MK: Na verdade, o roteiro foi escrito por nosso time de desenvolvimento, mas trabalhamos com parceiros externos para termos aquela “aprovação ocidental” e nos certificarmos que o conteúdo e contexto faziam sentido.

BdX: Em algum ponto da produção, vocês pensaram em recriar a série com um reboot? (Estamos muito felizes que esse não tenha sido o caminho seguido!)

MK: Na verdade, não. Temos muita história construída e não queríamos jogar tudo isso fora. Ainda há o que ser explorado na linha do tempo principal da franquia e, apesar de termos protegido o jogo para evitar spoilers, você verá por si mesmo que esse é um genuíno título da franquia Resident Evil.

BdX: Falando sobre a família Baker, há muitas semelhanças com os canibais de O Massacre da Serra Elétrica, certo? Você é fã de slashers ocidentais?

MK: Eu, sem dúvida, amo filmes de terror, especialmente os da série Evil Dead. Nós não temos necessariamente uma influência; é mais como todo um espectro de influências. O time foi inspirado por muitos tipos de terror, de diversas mídias – filmes, romances etc. Na verdade, a maior inspiração que tivemos foram os jogos anteriores da franquia Resident Evil, porque queremos continuar verdadeiros a franquia.

BdX: A perspectiva em primeira pessoa certamente intensifica o terror, mas também nos mantém distante da personalidade de quem controlamos. Como isso muda a relação do jogador e personagem?

MK: Isso é intencional, porque queremos que essa seja uma experiência mais íntima e pessoal. Dessa forma, é possível se sentir como o protagonista, vivendo tudo através de sua perspectiva o que, acreditamos, intensifica ainda mais o medo.

BdX: Janeiro de 2017 é um mês cheio para Resident Evil, com o novo filme chegando na mesma semana que um novo jogo. Você curte as aventures de Alice? Muitos fãs chegaram a franquia de jogos pelos filmes?

MK: Os filmes, certamente, oferecem espaço para explorar elementos adicionais do universo de Resident Evil. Eu, sem dúvida, assisti e curti todos os filmes! Janeiro tem sido um mês bem ocupado e esperamos que os fãs de Resident Evil, tanto dos filmes quanto dos jogos, aproveitem as novidades.

BdX: O que você tem jogado ultimamente? Temos visto uma quantidade absurda de jogos de terror ultimamente, e alguns deles são incríveis.

MK: Verdade seja dita: andei tão ocupado trabalhando em Resident Evil 7 biohazard que não tive muito tempo para jogar nada. Final Fantasy XV está na minha mesa faz algum tempo e estou muito ansioso para jogá-lo!

BdX: Falando sobre a RE Engine, os gráficos estão impressionantes. Veremos outros jogos da Capcom utilizando essa engine no futuro, como aconteceu com a MT Framework?

MK: Sim, a engine foi desenvolvida não só para funcionar com Resident Evil, mas com outras franquias também. Sem dúvida planejamos em utilizá-la o máximo possível no futuro.

BdX: Você pode falar um pouco sobre a trilha Sonora? No passado, ouvimos composições incríveis de músicos como Masami Ueda. Quem é o compositor agora? Música e efeitos sonoros são importantes para um jogo de terror?

MK: Nosso compositor principal é Akiyuki Morimoto. O objetivo principal da música foi criar um som que ajudasse os jogadores a imergirem completamente no mundo de terror do jogo. Para que isso pudesse acontecer, criamos uma sensação de medo para causar uma impressão permanente nos jogadores. Isso normalmente vem de um senso de estabilidade com o áudio para enfatizar a curva de tensão, complementada pelo gameplay.

BdX: Muito obrigado pela entrevista! Você gostaria de mandar uma mensagem aos fãs brasileiros de Resident Evil?

MK: Muito obrigado a todos os fãs brasileiros da franquia, por todo seu suporte em tantos anos. Nós sabemos que há muitos fãs incríveis de Resident Evil no Brasil e esperamos que todos curtam o novo tipo de terror que nosso time criou com Resident Evil 7 biohazard.

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