Março 7, 2016

Encarando os horrores de Dark Souls III

Por Miguel Lopez, Colaborador

De acordo com o diretor (e gênio) Hidetaka Miyazaki, o RPG de ação desenvolvido pela From Software Dark Souls III, representa um ponto de virada para a série, um que trará resolução para muitos dos temas explorados desde sua gênese. E vale menção também o fato de Miyazaki estar de volta ao cargo de diretor, já que a primeira continuação foi dirigida pelos competentes Tomohiro Shibuya e Yui Tanimura. Naturalmente, as expectativas estão muito altas entre os fãs devotos da série Souls.

Apesar de a franquia ter mantido sua identidade distinta em todos os títulos, cada um deles e suas respectivas expansões introduziram suas próprias particularidades. Dark Souls III não é diferente – e nós o jogamos no Xbox Spring Showcase e percebemos algumas delas. Como você sabe, tudo num jogo da série Souls é concedido em conta-gotas, apenas o suficiente para arranhar a superfície, mas, mesmo assim, estamos confiantes que os toques abaixo serão, de fato, intrigantes.

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Voltando pra casa de novo

Apesar de haver indícios aqui e ali, nunca se tornou explícito que todos os Dark Souls se passem no mesmo mundo. Dark Souls III, no entanto, soma ao montante de intrigas – Firelink Shrine é o local onde você irá gastar suas tão suadas almas, irá conversar com personagens dos mais intrigantes e poderá checar seu progresso geral. Apesar de não ser de forma alguma parecida com as ruínas encontradas no começo do primeiro Dark Souls, ambas estão relacionadas em espírito – perceba o aventureiro cabisbaixo perto da entrada, lamentando o desespero de seu esforço.

Dessa vez, parece que seu objetivo será caçar seres conhecidos como Lords of Cinder – um título com muito significado dentro da mitologia da série Souls – para assim evitar o fim dos dias. Cada um desses Lords of Cinder, em eras ancestrais, acendeu a chama que mantém o mundo girando e, ao derrotá-los, você irá recriar as circunstâncias que, inicialmente, livraram o mundo da escuridão em tempos mitológicos. Caso você seja um aficionado por Souls, muito disso, certamente, soa familiar. Caso não seja, é o bastante dizer que seu trabalho será caçar chefes poderosos, forçá-los a ocupar seu lugar no trono da Firelink Shrine e, muitíssimo provavelmente, acionar novos períodos de provação para todos. Assim como a mitologia desses Lords, a estrutura dos jogos da série Souls tende a ser cíclica.

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Um desses tronos já está ocupado quando você chega pela primeira vez em Firelink Shrine, e por um autointitulado Lord of Cinder, o Ludleth of Courland. Ele é aquele que informa você de sua jornada e – de acordo com os representantes da Bandai Namco – é com sua ajuda que você irá transformar a alma de chefes em armas. O primeiro deles será encontrado na rota até Firelink Shrine, e é chamado Iudex Gundyr.

Quando você derrota-o, é informado de ter eliminado um “Herdeiro do Fogo” e recebe a Coiled Sword pelos trabalhos, a qual é fincada no centro da Firelink Shrine para, assim, ativar sua fogueira. É dessa fogueira que você irá se teleportar para o High Wall of Lothric, uma área que será familiar caso você esteja acompanhando os últimos trailers de Dark Souls III. De acordo com a Bandai Namco, há outra área entre a High Wall e o ponto onde o jogo se abre.

Amigos da chama

Ludleth of Courland e o desamparado aventureiro não são os únicos NPCs que você irá encontrar em Firelink Shrine – há outros habitando o lugar, todos dentro dos arquétipos da série Souls. Dos mais notáveis está a Fire Keeper, um NPC com quem você irá se deparar bastante. Você vai passar de nível conversando com ela e, caso você seja um jogador de Souls das antigas, vai perceber que sua personalidade e estilo são familiares, até a forma como você se ajoelha para passar de nível e a venda cobrindo seus olhos.

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Um pouco mais adentro dos redutos da Firelink Shrine você encontrará Andre, o ferreiro, que se parece bastante com o ferreiro do primeiro Souls – até mesmo os nomes são iguais. É ele quem irá evoluir suas armas. Dessa vez, shards são utilizados para isso e gemas para alterar as propriedades elementais delas. Por fim, há um velho mercador que dispõe de itens básicos, cujo inventário contém a chave para a torre fechada na parte superior da Firelink Shrine (a venda pela bagatela de 10 mil almas). Perto da torre está um inimigo mortal, portador de uma katana e alguém que você não vai querer cruzar caminho tão cedo – imagine só os perigos além dele.

Dark Souls III será lançado dia 15 de abril. Meramente arranhamos a superfície do jogo durante nossa sessão na Xbox Spring Showcase, mas já foi mais que o suficiente para deixar uma impressão das mais fortes.

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